terça-feira, 27 de março de 2012
Quando
Quando me acolherás em suas mãos?
Quando tuas mãos de mãe, suaves
em minhas mãos suadas repousarão?
Vez em quando ando, outras tantas paro
Dessa vez é isso, vivo recuando e recuado
Por enquanto no hoje, agora é momento raro
Tiro sarro, mascaro, saro, removo o passado
Passo um café coando o líquido e memórias
Varro a sala da mente e espero sua visita
e quando chegares não repare a salinha simplória
ecoando a falta de móveis pra que tua presença
preencha, precise, precante, presinta.
Sinto-me homem de Leminski, arde a dor elegante
Caminho de lado, por Deus há quanto tempo?
Tropeço em mim mesmo sem te avistar no horizonte do adiante
Enterro a mente no lápis-papel digital como passatempo
Sem métrica, nem ética alfabética, sentindo na prática
Evacuando a área da razão e escoando o coração
Há quando tempo? Acuando o tempo, não.
Me adequando? Até quando?
Assinar:
Postar comentários (Atom)


0 comentários:
Postar um comentário