terça-feira, 29 de agosto de 2017
derrama
teus olhos de mar represado
não escondem a tormenta
que faísca nas tuas ideias
chuvosas, gotejantes, liquefeitas
meu para-brisa embaçado
pintado cor relâmpago
só descortina desatinado
na nossa violência amodiada
quando as línguas chicoteiam
eu confundo o som das ondas
com o afluente que serpenteia
agridoce no teu hysteron morada
noite clara e sobramos dilúvio
tu molhada de paixão no corpo
eu embriagando as palavras
num unguento de suor e areia
lembras o sofrer de um jovem
viro a cara, tenho sede de ti
teu carinho é a água que sorvo
derramado em tua face catalisadora
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
easy dor
deixa a menina
na porta de casa
ser livre e espera
a hora certa
o passadopresente
a futurausência
a história sem fim
deixa a moça
contar sobre a vida
brindar as conquistas
silenciar nota a nota
se o gozo valeu
se o grito é no peito
se o vento é
sudeste-memória
ou sul-esquecimento
deixa a mulher
crescer sem parada
ali na estrada de quatro
em quatro anos assumir
e sumir da tua vidinha
bela, sincera e molhada
deixa o homem
deixar tudo isso
tira o menino da cama
põe a mulher no banco
de trás, atrás, por trás
latejando prazer pela frente
minimiza tudo o que é objetocoisa
essa coisa dor aflita
ameniza, concretiza, estetiza
nessa coisa dor atada
na porta de casa
ser livre e espera
a hora certa
o passadopresente
a futurausência
a história sem fim
deixa a moça
contar sobre a vida
brindar as conquistas
silenciar nota a nota
se o gozo valeu
se o grito é no peito
se o vento é
sudeste-memória
ou sul-esquecimento
deixa a mulher
crescer sem parada
ali na estrada de quatro
em quatro anos assumir
e sumir da tua vidinha
bela, sincera e molhada
deixa o homem
deixar tudo isso
tira o menino da cama
põe a mulher no banco
de trás, atrás, por trás
latejando prazer pela frente
minimiza tudo o que é objetocoisa
essa coisa dor aflita
ameniza, concretiza, estetiza
nessa coisa dor atada
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