deixa a menina
na porta de casa
ser livre e espera
a hora certa
o passadopresente
a futurausência
a história sem fim
deixa a moça
contar sobre a vida
brindar as conquistas
silenciar nota a nota
se o gozo valeu
se o grito é no peito
se o vento é
sudeste-memória
ou sul-esquecimento
deixa a mulher
crescer sem parada
ali na estrada de quatro
em quatro anos assumir
e sumir da tua vidinha
bela, sincera e molhada
deixa o homem
deixar tudo isso
tira o menino da cama
põe a mulher no banco
de trás, atrás, por trás
latejando prazer pela frente
minimiza tudo o que é objetocoisa
essa coisa dor aflita
ameniza, concretiza, estetiza
nessa coisa dor atada
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
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