terça-feira, 29 de maio de 2012

Clichê


tira o riso do rosto
não trago boas novas
minha decisão tomei
decidi sim, pelo não

foi no beat do soul
sob tom néon à noite
choro, vinho, certeza
pelo caminho te deixo

sigo o rumo, vou daqui
nenhum sentimentalismo
caro, barato ou grátis
minto fora, sinto dentro

bagagem eu tenho e levo
viajo curto, sem volta
deixo tudo e nada está
você fica, fria. saio eu.

cabeça quente, pavio curto?
presente! calma é pro céu
se não tiver nuvens negras
eu tenho paz de vulcão

se pago, não quero troco
faço sem esperar retorno
não por bondade, por gosto
por amizade, por supuesto

mas tire o riso do rosto
você não sabe, não quer
sentir, estar, viver, ser
você é quem vira poema
e eu que pareço clichê

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