quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Rio


há entre nós um rio
de janeiro, capital
não verte água doce
está cheio de vazio

não é o rio de riso
margeia a desilusão
sem o curso preciso
demarca a distância

é uma veia dolorida
agitada, pululante
que o poeta bombeia
no coração de tinta

tem na foz a emoção
alarga-se dia a dia
quer ser rio-oceano
separando o tu e eu

0 comentários:

Postar um comentário