quarta-feira, 13 de abril de 2011

Soneto "de maior"

Para Ana Paula Beling

Há na vida um dia em que maduros somos?
Não quando queremos. Nem querendo os outros.
Madurar é início. Fim, não. Como nos compomos,
Se em versos algemados ou em acordes soltos.

A alguns enganas com a face menina
E com riso sacana, afanas paixões.
És soberana a estas, levianas àquelas... Que sina!
Porém já todos sabem por tuas ações

Que já não és semente, tampouco membrana
E não há registro geral que negue:
Há muito és fruto e mulher que ama.

És de fibra, talento, quem faz e consegue.
Pretensa palhaça, a voz e já veterana.
Que não cesse. Que assim os anos te carreguem.

28/01/2009.

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