Para Ana Paula Beling
Há na vida um dia em que maduros somos?
Não quando queremos. Nem querendo os outros.
Madurar é início. Fim, não. Como nos compomos,
Se em versos algemados ou em acordes soltos.
A alguns enganas com a face menina
E com riso sacana, afanas paixões.
És soberana a estas, levianas àquelas... Que sina!
Porém já todos sabem por tuas ações
Que já não és semente, tampouco membrana
E não há registro geral que negue:
Há muito és fruto e mulher que ama.
És de fibra, talento, quem faz e consegue.
Pretensa palhaça, a voz e já veterana.
Que não cesse. Que assim os anos te carreguem.
28/01/2009.


0 comentários:
Postar um comentário